Tecnologia cognitiva: como ela vai mudar o mercado

A cada ano, novas formas de tecnologia aparecem para revolucionar o mercado. A aposta da vez é a tecnologia cognitiva. Como o próprio nome já diz, trata-se de uma nova forma de sistemas inteligentes de computação onde os computadores aprenderão a executar tarefas baseados em experiências, de uma maneira muito parecida com o próprio aprendizado humano.

A grande vantagem das máquinas é a sua velocidade, que permitem que elas realizem diversos cálculos complexos em poucos segundos. Além disso, os computadores não esquecem. Tudo que eles aprendem fica retido para sempre nas suas memórias. Assim, já conseguimos imaginar como essa novidade tem potencial para impactar nosso dia a dia. Mas para entendermos melhor de que forma a tecnologia cognitiva vai mudar o mercado, vamos nos aprofundar na sua explicação.

O conceito da tecnologia cognitiva

De maneira mais simples, podemos definir a tecnologia cognitiva como capaz de gerar lógicas e insights, indo além de simplesmente executar ordens pré-programadas. Os três elementos-chaves da cognição são:

– Compreensão: a capacidade de pegar um enorme volume de informações e dali tirar um modelo de conceitos, entidades e relações.
– Raciocínio: a utilização dessas informações para obter respostas e resolver problemas sem ter sido programado para isso.
– Aprendizagem: tirar novas conclusões com base nos dados estudados.

Uma amostra do poder da computação cognitiva foi dada em 2011 pela IBM em um evento para apresentar seu supercomputador, o Watson. Concorrendo com dois conhecidos vencedores do programa de perguntas e respostas da televisão americana, Jeopardy, a máquina venceu por uma larga diferença de pontos.


Tecnologia cognitiva x Inteligência Artificial

Com tantos termos surgindo ultimamente, é normal que haja uma confusão sobre o significado e aplicação de cada um. No caso da tecnologia cognitiva, é comum vermos o termo ser confundido com inteligência artificial. Mas qual é a diferença entre os dois?

Inteligência Artificial, na verdade, é o grande guarda-chuva por trás de todos esses termos. Tudo relacionado a máquinas inteligentes faz parte de Inteligência Artificial. Já a tecnologia cognitiva é um ramo específico da Inteligência Artificial, que lida unicamente com computadores capazes de executar a cognição.

Ou seja: Inteligência Artificial é um termo amplo, que engloba coisas com Internet das Coisas, Machine Learning e, também, tecnologia cognitiva.

Como a tecnologia cognitiva vai mudar o mercado

De acordo com um estudo de mercado realizado pela IDC, até 2020 serão investidos cerca de U$ 47 bilhões em tecnologia cognitiva, com mercados para esse tipo de solução registrando um crescimento anual de 55%. Sua aplicação pode acontecer nos mais diversos ramos, sempre com a ideia de auxiliar o trabalho do homem e não necessariamente substituí-lo.

Veja alguns exemplos de como a tecnologia cognitiva já vem sendo utilizada para revolucionar o mercado:

Cura do câncer: o tratamento de câncer exige a análise de um grande volume de dados, referentes ao paciente, à forma de tratamento, condições, tipo, etc. Com o sistema Watson Oncology, o médico alimenta o computador com as informações e recebe de volta uma análise do tipo “com o protocolo x, a propabilidade de cura é de 60%. Se ele não puder ser utilizado, existe a solução y, mas com ela a chance de cura cai para 50%”. O sistema é utilizado atualmente em dois hospitais nos Estados Unidos.

Gastronomia: a IBM lançou o site gratuito Chef Watson, que faz recomendações culinárias com base nos gostos do usuário. Você escolhe os ingredientes e o programa sugere uma receita, apontando as chances da mistura dar certo. Depois de preparar o prato, você ainda pode dar um feedback e contribuir pro Chef Watson aprender mais ainda sobre aquela receita.

Bancos: a tecnologia cognitiva já está sendo usada em bancos para desempenhar serviços de atendimento ao consumidor. Com a capacidade de trabalhar com linguagem natural em diferentes idiomas, o sistema analisa a sintaxe da língua e pode até tirar dúvidas via telefone. O sistema já está operando em cerca de 700 agências do Bradesco.

Fitness e saúde: quem leva uma vida relativamente saudável sabe o trabalho de tentativa e erro para ver o que funciona e o que não funciona para alcançar os resultados obtidos. É isso que a Under Armour quer tornar mais fácil com o uso do Watson para analisar os dados biométricos dos usuários. O sistema entregará insights mais precisos sobre a condição física da pessoa e as melhores maneiras de otimizar seu desempenho fitness.

Com base nesses exemplos, é fácil imaginar de que formas a tecnologia cognitiva pode revolucionar o mercado. Um sistema capaz de aprender operando com um volume de dados gigante da Big Data cria possibilidades infinitas. E essa não é uma novidade que trará benefícios apenas para quem trabalha com tecnologia. Se não quiserem ficar para trás, todos os segmentos devem se preparar para a adoção em massa da computação cognitiva.



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